A APPERJ Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro comunica o resultado final da:

Mostra Maximus Premivm 2013

Os poemas foram julgados por literatos reconhecidamente idôneos da comunidade poética brasileira, a saber:

Gilberto Mendonça Teles -professor emérito da PUC e da Universidade de Goiás, escritor, poeta, membro do Pen Club, membro da União Brasileira de Escritores, Troféu Rio - Prêmio Personalidade Cultural 2008 da UBE.

Maria Amélia Palladino - nasceu em São João Del Rey/MG, reside no Rio de Janeiro. Licenciada em Letras Anglo-Germânicas pela Faculdade de Filosofia e Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito, ambas da Pontifícia Universidade Católica do R. Janeiro. Professora de Português do Colégio Pedro II, onde foi Diretora Geral. Diversos livros e trabalhos publicados. Várias honrarias, prêmios e medalhas nacionais e internacionais, destacando-se a de Bacharel Honoris Causa do Colégio Pedro II, o prêmio Carlos Drummond de Andrade, este ano em Itabira/MG, e também este ano a Medalha de Mérito Militar da ABRAMMIL, participante ativa do mundo literário nacional e internacional. Presidente da Federação das Academias de Letras e Artes do Rio de Janeiro.  


Maria Amélia, Ventura e Gilberto

Participantes da Mostra

Autor
Poema
Apperjiano
Aluizio Rezende
Faz-de-conta
392
Eurídice Hespanhol
Poema para um neoliberal
376
Jorge Ventura
Elixir do alquimista
367
Julice da Gama
Amoras e amores
Convidada 28
Lucila Vigas Guimarães
Pombos e sonhos
305
Maria do Carmo Bomfim
Dança e sedução
471
Tatiana Alves
Resposta ao poetinha
351
Teresa Drummond
Redenção
Convidada 41

Premiação:

Categoria Única - prêmio no valor de oitocentos reais (R$800,00) para o vencedor, e constará na publicação, sem ônus, da coletânea PERFIL. O prêmio tem periodicidade bienal, começou em 2011.

ELIXIR DO ALQUIMISTA - JORGE VENTURA


Sérgio Gerônimo e Mozart Carvalho entregando o MAXIMUS PREMIVM à Jorge Ventura

Elixir do alquimista - Jorge Ventura

Longe de ti, sigo por rotas ocultas.
Teu nome está escrito entre oferendas.
O fogo escravo obedece ao intento:

rituais de magia em altas noites. Persisto
madrugada adentro em busca divinal.
Fascínio, inspiração, vida.

O sabor da alquimia no puro elixir
transcende a miríade dos sonhos.
Um halo reacende nossa história!

Não as sagas! Não as sanhas! Mas a luz incerta
a iluminar teus passos e a revelar tua sombra,
silhueta inquieta aos vastos olhos da alvorada!

E assim, largo e fundo, o cálice de esperanças
sorve o bom líquido – passado, presente e futuro.  

Porque és dos sortilégios a eternidade do meu amor.

 

Poemas concorrentes:

Faz-de-conta - Aluizio Rezende

os melhores anos de nossas vidas
estão enjaulados no passado
 não costumamos dar valor ao presente
além de comê-lo com os dentes
quanto ao futuro, ele é só eloquente,
fugaz como o grito estridente
 da ave indo em busca da presa
um faz-de-conta, a surpresa

 

Poema para um neoliberal - Eurídice Hespanhol

Lamento tanto os baixos índices de ética,
mas abrigaria delitos brancos por poder e dinheiro,
aparência e consumo.
Submeto-me ao vil, o mais vil metal.
Não lamento o homem amargo residente em mim.
Descreio do próximo
e confesso não zelar por nada mais
que os bens que coleciono.
Adoto sacramentos para esgueirar-me
à caça de prazeres, orgias, luxúria.
Mantenho meus queridos
presos à inocência da face externa
que mantenho a qualquer custo...
Viajo num trem de dores ocultas
e iludido que sou de mim mesmo,
pago plano de saúde
e carrego no bolso, ilusões de morfina.
Creio na eternidade
e tenho horror à morte...
Não aborto inocência,
finjo certa prudência
para enganar o diabo.
O mesmo diabo que dentro em mim,
disputa com um Deus de amor
a remissão ou a condenação do homem dual
perdido na sobrevivência do asfalto.
Quando indago sobre quem ou o que sou, a certeza:
nem rei, nem plebeu,
nem sentimento, nem razão,
tão somente um número,
números...  não dizem não...

 

Amoras e amores - Julice da Gama

O sol se abre em risos
Ilumina a doce amoreira
Com flores, cores e amoras
Manto de encanto aflora
Aves rompem a prisão
De galhos entrelaçados
Cantam em ninhos
De fios enovelados
Remanso abençoado
De amor e amora
Dádivas da estação.
A sombra elabora
O recanto de amantes
Juram amor agora
O amanhã demora...
O cenário delineado
Pincelado de cores
De amores, de céu,
De crianças inquietas
No balanço de sonhos
Saboreiam frutos de mel.
O anoitecer aprimora
A beleza ali expandida
Brilho de festa e magia
É a ressonância da vida
Em eterna florescência
Do amor, sabor e amoras...

 

Pombos e sonhos - Lucila Vigas Guimarães
Paráfrase de “As Pombas”
(a Raymundo Correia)

Abre-se róseo véu bem de mansinho
e a madrugada vem se derramando
uma por uma as pombas ou em bando
espiam ao redor se vão do ninho

Porém lá no horizonte cor de vinho
finda a jornada e o sol se deita. Quando
em revoada vêm asas ruflando
o bando a refazer mesmo caminho

Tais pombas livres voam nossos sonhos
seguem rumo indistinto cada qual
em busca de românticos enleios

se no alvoroço quedam-se tristonhos
(as pombas logo tornam ao pombal)
os sonhos vão em busca de outros seios
.


Resposta ao poetinha - Tatiana Alves

E por falar em paixão...
Reli poemas-guardanapos
Escritos em noites estreladas embriagadas de luar.

E por falar em paixão...
Saltei pedras portuguesas
Num bem-me-quer preto e branco nas ruas vazias de nós.

E por falar em paixão...
Revi nuvens carregadas
Prenunciando tormentas na plúmbea cor da saudade.

E por falar em paixão...
Mas de paixão não se fala.
De paixão se morre. Ou se vive. Plenamente.

 

Redenção - Teresa Drummond

Do abismo dos poros,
mergulho na epiderme tectônica
querendo tocar, no interior do corpo,
a gênese, o kairós, o ser.

Atravesso o que é obscuro
e medro o espesso manto
impregnado de fluido magma
__ submersas lavas
de antigas vidas.

Defendo-me das trevas,
do insuportável calor de minhas trevas!...
Fujo do que fui
porque ouço a palavra que ecoa
pelos veios profundos de mim.
Penetro as cavidades mais densas
como quem procura o fim do túnel.
Tropeço sete mil vezes,
ralo os joelhos...
mas não desisto.

Corro séculos de existência
até as profundezas do imo.
Resgato a clareira que me habita
e semeio o intangível sentido
do espírito.

Sob a carne viva,
sou luz
.


da não pode parar...

O encerramento do concurso aconteceu no auditório da FALARJ, dia 09 de dezembro, 19h.

Coordenadores da Mostra
Sérgio Gerônimo e Mozart carvalho

Apoio cultural: www.oficinaeditores.com.br
Site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO

HISTÓRICO DO PRÊMIO

2011


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