A APPERJ Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro comunica o resultado final da:

Mostra Maximus Premivm

Os poemas foram julgados por literatos reconhecidamente idôneos da comunidade poética brasileira, a saber:

Helena Ferreira - nascida no Rio de Janeiro/RJ, professora de língua espanhola da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, formada em Letras Neolatinas pela antiga Faculdade Nacional de Filosofia da ex-Universidade do Brasil, hoje UFRJ, que foi bolsista do governo espanhol em duas oportunidades, é tradutora, ensaísta e poetisa, além de membro do PEN Clube do Brasil, da União Brasileira de Escritores/RJ e Sociedade Eça de Queiroz.

Olga Savary - Belém/PA, 1933. Tem 20 livros pessoais publicados e integra mais de 980 coletivos de poesia, conto, romance, crítica literária e de artes, ensaio, jornalismo literário e tradução, como organizadora e participante, editados no Brasil, países da América Latina, EUA, Europa e Ásia. Organizou três antologias (de poesia erótica, de poesia social e de poesia da Amazônia). É conferencista em todos os estados brasileiros e no exterior, participando de congressos. Faz parte de Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século (Rio de Janeiro, Objetiva, 2000) e Os Cem Melhores Contos Brasileiros, org. Italo Moriconi (Rio de Janeiro, Editora Objetiva, 2000). É pioneira em escrever haicai, na década de 1940, desde menina, em escrever livro todo em tema erótico e em organizar a 1ª Antologia Brasileira de Poesia Erótica; e de usar palavras em tupi na poesia e na ficção. Há várias teses de doutorado sobre sua obra no Brasil e no exterior (inclusive Itália). Recebeu mais de 40 dos mais importantes prêmios nacionais e internacionais de poesia, ficção, ensaio, tradução e jornalismo (alguns «Jabuti», da Câmara Brasileira do Livro), vários da Academia Brasileira de Letras (inclusive a indicação ao «Prêmio Machado de Assis para Conjunto de Obra»), os APCA, os da UBE/RJ e UBE/SP, entre outros. Representou o Brasil no Poetry International 1985, na Holanda, e no Congresso de Poesia Lisboa, 2000.


Olga Savary e Helena Ferreira

Participantes da Mostra

Autor
Poema
Apperjiano
Aluizio Rezende
A vida não pode parar
392
Chagal
Egus Lascadus
68
Eurídice Hespanhol
Humano
376
Jorge Ventura
Retificação
367
Lêda Miranda
Fundo sem fundo
412
Lucilla Vigas Guimarães
A batuta
305
Paulo Cesar de Almeida
Paixão ao primeiro olhar
289
Renata Paccola
Epitáfio
248
Teresa Drummond
Paradoxo
Convidada 41

Premiação:

Categoria Única - prêmio no valor de oitocentos reais (R$800,00) para o vencedor, e constará na publicação, sem ônus, da coletânea PERFIL. O prêmio tem periodicidade bienal, começando em 2011.

HUMANO - EURÍDICE HESPANHOL


Marcia Agrau entregando o MAXIMUS PREMIVM à Eurídice Hespanhol

Humano - Eurídice Hespanhol

Não escrevo mais poemas,
para o inferno todos os versos!
Não escrevo mais lirismos,
somente frases matematicamente compostas,
um verbo solteiro em oração mais que simples.
Serei imperativos rasos,
profundidade na ponta do nariz.
Não amarei os sóis, os ventos que sempre amei.
Não olharei nada,
nada a minha volta.
Que passe o mundo,
como se fora sempre em branco.
Não me importo mais com o outro:
se chora, se sofre, se já recebeu flores.
Nunca mais o palhaço a tentar rir de si mesmo.
Nunca mais dádivas de amor
a receber espantos de quem não conhece
a não hipocrisia.
Não mais o sorriso inteiro
a despontar da alma ingênua
de quem nunca deixa de acreditar
na criança adormecido em todos os corpos.
Serei homem,
apenas homem,
bicho humano
que se esconde
atrás
de si mesmo.

Poemas concorrentes

A vida não pode parar - Aluizio Rezende

A vida não pode parar
o sangue começa a verter
a água começa a jorrar
o gelo a se derreter
a vida não pode parar

o barco se põe a correr
o trem continua a rodar
o sonho a gostar de dizer
que a vida não pode parar

e tudo se move pra ter
a chance de continuar

barata querendo o poder
de se metamorfosear

a morte é a primeira a saber

 

Egus Lascadus - Chagal

Caminho
Por esse campo minado
Apoiado no que resta do eu
Seguindo a marcha dos derrotados

Sou valente
O suficiente para me matar
E covarde o bastante
Para deixar-me morrer

Ou seja

Não sou nada diferente
Dessa massa violenta, amorfa e subserviente
Que caminha unida, alegre e fodida
Para o caos.

 

Retificação - Jorge Ventura

Da vez em que ultimei palavra
não havia por que poesia.
Se
quer uma dor,
gozo
ou espanto – a la Gullar.
Nenhum estouro de bolha,
nascimento
ou rompimento
de linguagem.
À margem da inspiração,
quiçá uma ideia tosca:
a discussão do sexo
dos anjos
(ou das moscas).
Só por dentro um vazio,
feito balde sem água,
de onde se ouvia um eco,
um sonoro silêncio do nada.
Retifico o que foi escrito:
havia sim porque poesia.

Fundo sem fundo - Lêda Miranda

Como feitiço canalha,
troca esperança por sonho
,
disfarça tristeza em júbilo,
sacia a fome.
Quebram-se os laços – crack, crack...
Como fio de navalha,
rasga passado e futuro,
corta paz e liberdade,
caráter some.
Quebram-se afetos – crack, crack...
Como fogo de batalha,
queima ruínas e sombras
e atrás de suas nuvens,
máscaras sem nome.
Quebram-se vidas – crack, crack...
Farsante fere,
em prantos afoga,
em dores enterra.
Que droga!

A batuta - Lucilla Vigas Guimarães

Ei-la inerte, no estojo se refaz.
Pequenina... fidalga... delicada...
magnânimo mister, missão sagrada
de habilidosa mão fiel, capaz

de erguê-la e saber que nos apraz.
Joia ímpar pelos mestres consagrada.
Aos súditos se impõe bela... galharda...
enlaçando respeito... magia... paz...

com gáudio ao mestre se oferece.
Da profusão de sons o encantamento
e a música se refaz tal uma prece.

E a batuta brinquedo nobre... alado...
nos lembra um cisne elegante lento
outras vezes um pássaro agita
do.

Paradoxo - Teresa Drummond
(A Artur da Távola)

Não sei se busco o sentido das coisas
ou se apenas sinto dentro de mim
a inquietação do que não está contido.

Se o mundo às avessas
tem seu viés nas fronteiras
entre o bem e o maldito
guardo o verso inconsciente
que manipula meus passos
e o poder supremo das palavras.

O Verbo e as coisas colidem
na estranheza de serem pólos opostos.
O homem terra-terra continua a rastejar como um réptil
n a r c i s o
e todo o universo permanece distante dos olhos e das mãos.

Não há semelhança entre o Criador e as criaturas!...
Deus é etéreo demais
para os homens e a humanidade
refletida em águas turvas
somente goza de sua própria imagem.

Por isso,
todos os sentimentos do mundo
ficam no fundo do poço
e o mistério de tudo
suga meus poemas e poros
porque poeta não é anjo!...
Mas anda “à margem dos homens”.
da não pode parar...

O encerramento do concurso aconteceu no TE ENCONTRO NA APPERJ de outubro.


Coordenadores da Mostra
Márcia Leite (21) 2447-0697
Mozart carvalho (21) 3328-4863.

Atenciosamente,

Marcia Agrau
Presidente

Apoio cultural: www.oficinaeditores.com.br
Site referendado no Diretório Mundial de Poesia da UNESCO


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