A cada dois meses os apperjianos & poetas afins recebem um tema. A produção é livre, não necessitando haver as palavras do tema selecionado. Os poemas são interpretados no TE ENCONTRO NA APPERJ, onde, então, há um consenso democrático de julgamento realizado pelos poetas participantes, elegendo-se, assim, os melhores. Os poetas dos melhores textos recebem certificado de merecimento, livros da OFICINA Editores e publicação desses textos, com foto, nesta página. Os temas previstos para o ano em curso estão no línque AGENDA. Ao fim da temporada saberemos quais foram os poetas de melhores produções do ano. Aguardem!

Abaixo os poemas selecionados.

Poetas que se destacaram em 2008:

4° lugar: Antonio Gutman; Aluizio Rezende; Dalva Meirelles; Ilka Jardim
3° lugar: Eurídice Hespanhol
2° lugar: Larissa Loretti
1° lugar: Lêda Miranda

Tema: APELO (junho 07)
MEU FADO

Lêda Miranda

Esperei solitária e não voltaste.
Na garganta, este nó de saudade.
No peito, este aperto que resiste.
No olhar de quem ama,
e não desiste,
existe ainda uma esperança.

Não é apenas lamento
de um amor,
que, com carinho, acalento.
É mais! É um apelo:
volta, te espero.
Vem fazer um sonho
deste pesadelo.

 

Poetas que se destacaram em 2007:

Menção honrosa: Messody Benoliel; Eurídice Hespanhol; Elisa Flores; Aluizio Rezende; Anna Salles; Edir Meirelles.

5° lugar: Juçara Valverde
4° lugar: Marcia Agrau
3° lugar: Hernani Bottega
2° lugar: Larissa Loretti
1° lugar: Lêda Miranda

 

Tema: QUE REI SOU EU? (junho 07)

Lêda Miranda (1° lugar)

DESEJO CONTIDO
Que rainha sou eu?

Sou cercada de mistérios,
nem eu me conheço bem.
Quero amor, mas não declaro.
Pareço forte, segura
e preciso de amparo.
Me fecho a qualquer afeto,
fico só no abstrato,
me afastando do concreto.
De real mesmo possuo
uma única certeza
e você nem advinha:
desse seu mundo encantado,
eu queria ser rainha.

app Larissa Loretti (2° lugar)

Que rei sou eu?

É preciso tecer
A rede da história nas mãos do tempo...
É preciso beber das raízes do pranto
O sumo da saudade incontida...
Que rei sou eu?
Sozinho,
Na trilha do Zebedeu,
Nas tramas da adrenalina
Sobre o colo da menina,
No berçário do carinho
Dormindo o sono de sonhos
Na alegoria da vida
Nos passos talvez tristonhos
No desfile da saudade
Pelas ruas da lembrança...
Que rei sou eu?
Preso na trança do amor,
Sem rainha, sem castelo,
Na moda da carranquinha
Dançando a dança do vento
Nas praias do pensamento
Na ampulheta que se esvai
Na magia de um momento...
Que rei sou eu
Sem a coroa de fato
E na casa abandonada
Da inquilina paixão
Só ficar eternizado
No retrato da parede...
Oh1 Vede, irmãos,
Meu destino...
Ser
Um atmo
Um som distante
De mais um sino tocando
Na igrejinha de uma aldeia,
Uma fagulha de sol
No início de mais um dia...
Que rei sou eu,
Sem prole, sem um parente,
Tendo apenas por orgulho
Sob a luz da lua cheia,
O cetro mais cobiçado
O manto mais envolvente
Do REINO DA POESIA!

app Eurídice Hespanhol (3° lugar)

Que Rei sou eu?
Conheci as pernas de Cleópatra,
As maçãs do rosto
De Catarina da Prússia.
Fui atraído pelo perfume das cozinheiras
Dos Czares da Antiga Rússia...
Me embriaguei nos decotes da Helena de Tróia.
Entrei em mil alcovas.
Sou Rei
Porque por séculos afora
Sobrevivi a todas as guerras
Sou nobre, de nobre envergadura!
Reprodutor voraz
Suguei a boca de Elizabeth primeira.
Assanhei o sono profundo de Sissi, ainda solteira...
Acariciei e beijei
Com volúpia de mestre,
As cochas de Guinever
Que rei sou eu?
Sou rei dos reis
Nos trópicos,
Palmilhei os corpos sinuosos das negras livres
De um quilombo...
Sou o mais tarado de todos os tarados.
Que Rei sou eu?
Sou um pernilongo atarantado.
Pesadelo de tantos séculos,
Em nobre sangue alimentado...


Tema: SER OU NÃO SER (abril 07)


app Larissa Loretti (2° lugar), app Marcia Agrau (1° lugar), app Hernani Bottega (3° lugar)

Ser ou não ser
Marcia Agrau

Quem ser? O que não ser?
Criar, talvez? Ou repetir?
Ficar ou se lançar? Chorar ou rir?
Em dúvida cruel permanecer?

Ser. Ou não ser?
E o bardo a iluminar a cena toda,
as questões em redor,
o mundo, o tempo à roda...

Ser. Ou não ser.
É sutil a questão. Ficar ali.
Permanecendo o movimento, o mesmo gesto...
To be or not to be?

Ou simplesmente se mover,
quebrar rotinas e tabus
inovar e mudar,
criar o novo, ressurgir?

Ser ou não ser.
A rima antiga preservar.
Em letras outras se traçar.
Um verso novo construir.

O poeta inglês tinha razão
Larissa Loretti

Prendem-se nas algemas do tempo
As paisagens da vida...
Em tudo, nos arredores das idéias,
A pergunta:
‘SER OU NÃO SER’...
Em pequenos instantes,
A analogia com a eternidade...
INDEFINIÇÃO OU CERTEZA?
Descrença ou fé?
Erguer as sombras
Ou espargir a luz?
Apagar a alvorada
Ou reacender o dia?
Cleópatras extraordinárias
Ou humildes TEREZAS DE CALCUTÁ?
Ruínas do Iraque ou
A paz onipotente de GANDHI?
SER OU SER...
Extrair o sumo do pensamento humano
Ou deleitar-se
Nas redes da benesse DIVINA?
Afogar-se no poço hitleriano
Ou reverenciar
As flores e os pássaros
Entre as pegadas nuas
Do Santo de ASSIS?
A PERGUNTA É:
SER OU NÃO SER
Capaz de
Inclinar a fronte
Sobre a mesa dos altares
E reverenciar a PAZ...
E mais do que nunca
Espantar a barbárie
Dos tempos modernos
Recolher as nuvens do extermínio
Selecionar o azul
E ACONCHEGAR-SE NO SILÊNCIO
INFINITO DO SER!...

Ser ou não ser
Hernani Bottega

meu querido neto João
seja sempre responsável
não diga sim
quando deveria dizer não

seja muito saudável
seja inteligente
e vitorioso na vida, com ardor
mas respeite o perdedor

seja simples e respeitador
seja bastante estudioso
e excelente trabalhador

seja um ser diligente
faça tudo com paixão
seja gente

senão, viver não valerá não!

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