App nº 373
Arménio Vasconcelos

(Delegado internacional em Castro Daire/Portugal)

Natural de Além do Rio, concelho de Castro Daire, Portugal. Detentor de inúmeras comendas, honrarias, medalhas, moções de louvor, certificados culturais. Poeta, museólogo, empresário de sucesso. Delegado de inúmeras instituições culturais. Publicou livros de poesia, arte e história. Fundador e Diretor da Casa-Museu Maria da Fontinha, presidente da ACLAL - Academia Lusófona de Artes e Letras, com sede em Castro Daire (Portugal) e membros em todos os países do mundo lusófono.


Catedrais de Sincelo
à Eugénia Vaz

Acordo.
Acorda a minha razão.
Olho para as lousas negras
Do lousedo da velha casa.

No ar sente-se a leveza
De algo que não distingo:
Parte do meu segredo,
Há muito guardado.
A aguardar inspiração.

Pequenos raios de sol balançam,
Enquanto no ar leve levitam
Esplendentes partículas douradas
Que, num fenómeno de refracção,
Mudam na direcção
Dos pingentes de sincelo,
Estalactites irisadas,
Suspensos dos beirais das lousas.

- Criando, tantos, minúsculos arcos-íris - .

Cerro então as pálpebras
E sonho acordado
Que voo, criando belas estrelas
Que na viagem vou semeando.

Um dedo de sincelo tremeleja
E cai.

Quando a inspiração me foge e se esvai.

Só me fica
Da visão do lousedo e dos beirais
A imagem magnífica:

De coloridas, sublimes, divinas catedrais.

Regresso à Fontinha
ao tio Alfredo
(filho da Maria da Fontinha)

Fugi hoje da cidade e vim ao monte
Matar tantas saudades de criança.
Aqui me acenava um Arco da Aliança,
Entre o agora e o então, como ponte.

Chegado, corri ao “Fragal” e à “Covinha”
Como se fosse jovem que não se cansa.
Saltei vales, fragas, regatos, na esperança
De mitigar tanta sede da Fontinha.

É daqui que escrevo. E toda a água,
Juntinha à que me cai de tal mágoa,
À minha ressequida boca, sedento, levo-a.

Fazendo com minhas mãos um pucarinho.
Todo eu sou tojo, urze, giesta, rosmaninho.
Adeus cidade... Já só és bruma e névoa !.


Em Delfos
para Elvira e Armando Jorge

Na Fonte Castália me purifico.
Ao longo da Via Sagrada,
São audíveis arfares
De deuses anafados
Suores escorrendo
Por frontes desnudas.

Apolo presente.

Um halo contorna os montes
Uma águia voa ao acaso
E grava do Parnaso
Urzes, águas. Fontes.

Pítia sibila-nos
Respostas labirínticas
Que lê nos densos vapores.
No Estádio, multidões
De toda a Hélade
Aclamam os seus vencedores.

Tudo cheira a frutas e a mel
De Mileto

A luz é de lírio que no ocaso esmaece
Do pó das corridas os atletas se livram
O meu “laurus nobilis” beijo e agradeço.

Na Fonte Castália me lavo, bebo e converso

Na Fonte Castália
Purificado, por fim .

A Delfos
Digo adeus.


Parto
Para sempre
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No Teatro do Epidauro
a Sophia de Mello Breyner Andresen*

Neste lajedo
Milenar,
Solta-se-me a imaginação
E o poema.

*Que sobem em passo certo
Por todos os degraus.

Ouvindo o eco da alma,
Voo para o alcançar
Até ao alto do céu,
Onde,
Músicas sublimes,
De flautas e liras,
Se casam
Com palavras sagradas,
Clássicas, antigas, gastas e vivas.

E ouvem-se tão bem!

que espero
o eco do eco...

apperjianos

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