App nº 344
Anna Salles

É de Cantagalo/RJ. De personalidade pluriapta, sensível, autêntica e determinada, já viajou pela música, tintas e, pela caneta, já publico três livros. Participou de antologias poéticas com destaque e de Bienais Internacionais do Livro no RJ. É formada em Direito pela UERJ. Pertence, também, ao Sindicato dos Escritores do RJ e à Sociedade de Cultura Latina de S.Catarina.

INSONE

Na noite vazia
que as cores esconde,
você, nem sei de onde,
me chega à memória.

É complexa história,
rondando-me a mente,
um ser meio estranho,
que, abundantemente,
é detalhe, nuances,
cheio de temores,
e de que tamanhos!

A alma acordada,
cismando conflitos
pela madrugada,
espera a aurora
em meio a aflitos
reclames da vida
e indaga calada:
que dia? Qual hora?


ODORES

Andei
pela hora nublada
no tempo já frio,
e, desanuviada
a alma extasia
frente ao odor
que se abria
da florada.

Em haustos
caminhava e sorria
o que me induzia
pensar no amor!

Lembrar-me-ei
onde eu for, de alguém
que não quis, por nada,
nem sentir meu odor,
nem provar o sabor
da minha doce florada!

RECITAL

Deixo tudo lá fora:
dúvidas, esquemas
problemas, enfim.

De tudo despida,
entro vazia e
acho alegria
junto aos meus:
contagiante,
vibrante.

Na ribalta
luzes sobre mim,
não distingo a platéia,
- é sempre assim.

Respiro, olho longe,
inicio, lentamente...
digo o meu poema.

E o vazio
que gerou o tema
a platéia enche
de aplausos!

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ALMA PERDIDA

Uma alma segura
passou por aqui,
como sendo um Senhor,
e, com muita doçura
a minh´alma levou.

Uma alma serena
de um ser bem tranqüilo,
não sei com que fim,
levou tudo aquilo
de sereno em mim.

E minh´alma tomada,
perdida, enlaçada
à outra distante,
quer voltar todo instante
e não encontra a chegada.

GRITOS

N´ ante-sala da madrugada
recosto em meus pensamentos;
por instantes estou embalada
na alegria do isolamento.

À liberdade recorro
- difícil, inalcançável,
por quem me debato e morro
em luta incomensurável.

Revejo o sol que amanhece
onde a vida oferece
as gaivotas em coro;

enquanto no tempo envelhece
meu triste sonho que desce
ao limbo de gritos e choro.

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VERSOS BRANCOS

O sangue é vida
e corre no corpo
se transforma
em palavras
que fazem poemas.


Ou a alma
é poema
que corre na veia
e se você titubeia
afoga-se em pranto?

 

apperjianos

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