App nº 468
Amalri Nascimento

Nascido aos 21 de abril de 1971, Potiguar, natural da cidade de Brejinho/RN, radicado no Rio de Janeiro; militar (da ativa) da Marinha do Brasil; poeta e contista; autor “Estrelas Douradas” pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE); artista plástico autodidata premiado em diversos salões de artes plásticas, promovidos e/ou apoiados pela Sociedade Brasileira de Belas Artes (SBBA); premiado em diversos concursos literários e participação em dezenas de antologias.

Contato: amalrinascimento@gmail.com
http://www.vendoalemdaimagem.blogspot.com.br/

ESSE AMOR QUE NÃO MORRE

Arranquei meu coração e o coloquei
Numa bandeja de prata.
Esperei que ele parasse de bater
Para depois escrever n’uma lápide
De pedra escura com letras arcaicas:
Aqui jaz um amor!
Inerte, fiquei por longo tempo,
Não consegui nada escrever,
O coração continuou a bater,
E eu, ainda, amo você!

Selecionada no I Concurso Carioca de Poesia ABRACI/2006.


SAUDADES TUAS

De súbito
A saudade tua
Congelou minha alma
E meu olhar ficou preso
Nas cavernas sombrias que abrigam
Globos sequiosos por te ver.
Minhas lágrimas
Já não são gotas,
Mas cristais minados
De um teto gélido de gruta.
Estalactites
Estalagmites
E ao encontro dessas,
Colunas de sal me prendem
Nas saudades
Tuas!!!

Selecionada e prêmio de interpretação no XII Concurso Nacional de Poesia Francisco Igreja/2007/APPERJ; e
Selecionada para Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 84 - Dezembro de 201, pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE.

POSSO LER UMA POESIA?

Assiduamente
Sempre à noite
Visita-me o vento
Viajante dos quatro cantos
Norte
Sul
Leste
Oeste
Consigo carrega aromas das paragens visitadas
Lembranças de minha terra natal (!)
Sopra desde as mais íngremes elevações
Às mais abissais depressões
Depois, suavemente (...)
Sacode o sino que o anuncia
E notas melodiosas soam quase em sussurros
Aos meus ouvidos
Tímidos ecos penetram as frestas
Cortando a penumbra do quarto
Tirando-me do sono profundo
E como num sonho nítido
Ouço (!):
Posso ler uma poesia?
Posso ler uma poesia?
Posso ler uma...
Posso ler...
Posso...
Acordei de madrugada
e fui ler poesias em voz alta.
Descobri minha alma do lado de fora
e me senti do tamanho do mundo.*

* Sartief, Jean / Sonho / Na Boca das tuas Palavras (Poesia, p. 23) / Ed. do Autor, 2006.

2º Lugar e Melhor Intérprete no III Concurso de Poesia da Casa do Marinheiro – Prêmio Suboficial João Roberto Sobral-2010.
YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=Evnf_MoBa1I


DIVAGANDO

Na noite
Caminho por sobre estrelas
Porquanto divague em pensamentos
No espaço e no tempo

Mergulho para me perder
Na bruma gélida que amplia a escuridão
Somente pela sensação de me reencontrar
Nos clarões que riscam os céus trevosos

Nos cruzamentos ocultos do breu
Surpresas me espreitam
E em cada esquina reato novelos partidos
Que outrora marcaram caminhos...

Na noite
Sou espectro de sonhos latentes...
Fantasmas que vagueiam sem deixar vestígios
Sou eu mesmo e outros tantos, livre penumbra noturnal...
Desordeiro dos (pre)conceitos que arraigam sentimentos

Visito dimensões micro(macro)cosmo afora...
Galáxias utópicas de singulares equações
Atirando-me em buracos negros que atraem pesadelos
Para acordar na serenidade de sonhos idílicos...

Domo fabulosas quimeras!
Devaneio por minhas próprias alucinações...
Morro e renasço e liberto-me do ócio...

Menção Honrosa no VII Concurso Nacional de Poesia-2011 da Academia de Letras e Artes de Paranapuã (ALAP);
Selecionada para Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 85 - Janeiro de 2012 - CBJE; e
2º Lugar no Concurso Literário (Conto, Crônica e Poema) Edição 2011, da União Brasileira de Escritores (UBE), Núcleo Canoas/RS.
YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=Khvg0_aeMsQ

DELÍRIOS E DEVANEIOS

O controle remoto das minhas emoções
Zapea por entre dimensões de insights desconexos,
Delírios e devaneios diversos
Conduzem descargas emocionais por labirintos d’uma mente que delira...
Exclamações e indagações, interjeições e reticências
Confundem-se ou, simplesmente, se fundem!
Mas como saber curar ressacas
Sem antes ter se aventurado nas alucinações d’uma embriaguez?

Fecho os olhos e mergulho de cabeça
Na translucidez do impressionismo das telas de Monet,
Todavia, são nas horas surrealistas de Dali que me salvo.
Prostrado qual estátua de Rodin,
Perco-me em pensamentos
Viajando na insensatez dos pichadores que se dizem artistas
Para, então, reencontrar-me nas linhas que minha imaginação rabisca...

Ora sou a exclamação que indaga,
O ponto final reticências...
O pincel que mistura a água à massa colorida e aquarela a tela,
A espátula que cruza as tintas na paleta em busca do matiz perfeito
E de inspirações em cores alimenta e deleita...
Sou a batuta em riste na mão do regente
Cortando com furor o ar para inflamar a orquestra.

Atiro pedras em espelhos intentando
Afogar-me nas íris dos olhares enigmáticos refletidos em cada caco.
Prefiro sarcófago a tetos que me espreitem.
Destilo meus venenos para eu mesmo ser antídoto.
Embevecido pelas sensações que me tomam de assalto,
Entorpecendo ou embriagando minh’alma, vagueio e devaneio...
Sigo errante, delirantemente amante...

Menção Honrosa no 6º Concurso Nacional de Poesia 2010/11 – Prêmio Elisa Lucinda – Colatina-ES.


RECEITA PARA UMA BOA POESIA EM TRÊS TEMPOS
I
Coloque lenha seca em forno adequado
Acenda em fogo brando e não deixe que se apague
Abane, assopre, faça que dancem as chamas
Jogue mais madeira e deixe chorar as de caule ainda verde
Faça serpentear pelo fumeiro as nuvens de fumaça aromatizadas
Até que cada verso fique bem defumado
Com espessa capa de deleite...

II
Cante, dance, esmague uma a uma
Cada palavra...
Ponha pra decantar até que fermente
Reserve em recipiente nobre para uma boa maturação
Depois de curtido e bem encorpado...
Sorvendo com as papilas da alma
Deguste deleitosamente da generosidade de cada estrofe

III
Ordenhe versos rimados bem frescos e pasteurize-os com métricas
Ou simplesmente deixe-os livres ou brancos
Não se descuide da temperatura das cavernas de cura
Para uma maturação uniforme da poética
E, por fim, adicionados todos os ingredientes do poema
Espere a matização com generosas ramificações de mofo
E estará completo o ciclo de uma boa poesia

PS.: Convide os amigos apreciadores de boa poesia, organize um sarau e sirva a vontade...

Poesia Primeira Colocada no III Concurso Nacional PoeArt de Literatua 2009, Volta Redonda/RJ;
Menção Honrosa no 5º Concurso Nacional de Poesias 2009 – Prêmio Elisa Lucinda, Colatina/ES; e
Finalista no IV Concurso de Poesia da Casa do Marinheiro 2011 – Prêmio Suboficial João Roberto Sobral.

SOZINHO

Fechando-me a segredos
De combinações infindas
A luz que descortinava as íris aos clarões do dia
Foi-se para se perder nos abissos
Mais recônditos de minh’alma querente

Sem deixar resquícios de réstias
Por mais tênues que alimentassem
Um lampejo de esperança
Prostrou-me a tatos doridos
Nessa solidão insana que lancina...

E mesmo que insista
São mudos os ecos
Da aldrava fundida em sentimentos
Do tempo perdido

O que fazer
Senão sangrar os dedos em agudas farpas
Ao esmurrar a crueza da madeira
De portas que se fecham

Sozinho e sob espreita de olhares hediondos
De gárgulas que vomitam torrentes
A pele nua sucumbe
Aos calafrios do relento que oprime a carne
Enquanto as entranhas reviram-se e ardem
Às chamas de suplícios e desejos...

apperjianos

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